Guia prático para partilharmos a rua em segurança

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Covid-19: 10 regras para a boa convivência social nas saídas à rua

Guia prático para partilharmos a rua em segurança

Não há ténis ao fim da tarde. A futebolada do fim de semana está suspensa. O ginásio como a piscina, fechados. Mas a rua e natureza seguem abertas para, mesmo neste tempo de emergência, serem desfrutadas em caminhadas ou de bicicleta, com todas as precauções de distância em relação a outras pessoas.

Mas atenção, nestes dias de pandemia, o espaço público é um bem comum que temos de partilhar entre todos com novas regras de respeito pela comunidade. Todos sabemos bem o que implica o combate total ao covid-19. Distância social é a frase mais ubíqua deste tempo e certeira forte recomendação universal. Muitos dos caminhos que todos usávamos até há dias para a atividade física ou para uma caminhada com boa paisagem, não comportam agora, em tempo de distanciamento social, a densidade de segurança. Alguns tiveram já de ser interditados porque a concentração de pessoas era excessiva.

Guia para partilhar a rua em segurança

Deixamos-lhe 10 conselhos para a boa convivência durante as saídas à rua para a prática de atividade física:

  1. Manter sempre pelo menos 2 metros de distância de outras pessoas;
  2. Não participar em atividades coletivas;
  3. Pode andar ou correr com outra pessoa com quem partilha casa. Mas se o fizer com um amigo ou companheiro de caminhadas, está a quebrar o confinamento social;
  4. Para evitar congestionamentos, opte de preferência por usar o seu bairro;
  5. Se vive numa zona muito densa, antes de sair à rua verifique se há pouca gente naquele momento;
  6. Se optar por se deslocar até outro local, esteja preparado para cancelar os seus planos à chegada se já muitas pessoas tiverem chegado antes de si;
  7. Não use transportes públicos. Deixe-os para quem precisa mesmo para outro tipo de deslocações de primeira necessidade;
  8. As deslocações autorizadas nesta fase de emergência são apenas as de curta duração. Esta medida inteligente serve para diminuir a intensidade de uso da rua. Precisamos da solidariedade de todos termos algum tempo de qualidade na rua. 1 hora deverá chegar para o seu treino ou caminhada;
  9. Não use em casa os sapatos com que foi à rua. O mesmo com a roupa. Antes de sair, prepare um local à entrada de casa para esta logística;
  10. E, já sabe, evite tocar em superfícies com as mãos enquanto está na rua. Lave as mãos no momento em que regressa a casa.

Neste tempo difícil que nos está a dar outra noção do tempo, bem podemos, com todas as cautelas que o combate ao covid-19 impõe, explorar os diferentes modos de andar a pé: pelo prazer de dar movimento ao corpo, pelo gosto de escutar música a andar, para arejar a cabeça, pelo estímulo de meditar em andamento, até mesmo em passo robusto para praticar desporto. E para descansar o corpo depois de estar muito tempo sentado. É atribuída a Hipócrates a frase: “Andar a pé é o melhor remédio para o homem”. A autoria está por provar mas ninguém duvida sobre o essencial que fica dito: os estudos de quem tem competência comprovam que caminhar cinco vezes meia-hora em cada semana reduz em cerca de 50% os riscos de depressão e de ansiedade, além de afastar o aparecimento de doenças, como a de Alzheimer, e de reforçar as defesas de quem tem problemas cardiovasculares ou de obesidade.

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