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Andar a pé, mesmo em confinamento, para proteger o sistema imunitário

O exercício é como uma mobilização de tropas e as tropas são as células imunológicas
Crédito: AFP

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Os estudos de Richard Simpson, professor de Imunobiologia e Ciências Nutricionais na Universidade do Arizona, investigam o modo como a atividade física está relacionada com a capacidade do nosso corpo para combater as doenças. O foco de décadas de investigação tem incidido sobre o stress e o cancro.

A investigação da equipa de Richard Simpson passou pelo estudo de efeitos da falta de regime de exercício sobre o sistema imunitário de astronautas da NASA em prolongadas missões espaciais. Constatou tendência para o despertar de vírus que estavam adormecidos no corpo. Consequência da imobilidade ou falta de atividade física.

Richard Simpson tem sido questionado sobre a analogia entre o isolamento dos astronautas numa cápsula ou na acanhada estação espacial com o isolamento de tantos milhões de pessoas pelo confinamento perante o covid-19. Não há ainda respostas com evidência científica. Simpson recorre ao conhecimento que está adquirido: “Sabemos que o exercício físico moderado ou vigoroso faz libertar hormonas para reconhecer e eliminar as que estão atacadas por algum vírus”.

Numa entrevista ao britânico The Telegraph, Simpson compara o efeito da atividade física com o da mobilização de um exército: “O exercício é como uma mobilização de tropas e as tropas são as células imunológicas”.

Richard Simpson lembra que em situações de isolamento ou confinamento há propensão para estados de stress, que por sua vez faz libertar glicocorticóides, designadamente o cortisol que, como é sabido por décadas de pesquisa têm efeitos supressores no sistema imunitário.

Por todos os motivos: mesmo em confinamento, não podemos prescindir da atividade física regular, pelo menos a mais acessível, andar a pé. De preferência em passada robusta, ativante do sistema cardiorrespiratório (um teste simples: em passada robusta, conversar fica um pouco menos fácil).

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