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A “cidade relacional” na primeira conversa “Cidade que Abraça”

“A viragem necessária é a da passagem da cidade funcional para a cidade relacional”, defendeu Sónia Lavadinho  ao intervir no debate “Lisboa que Abraça”, a primeira das cinco conversas no ciclo “Cidade que Abraça”, promovido pelo Coletivo Zebra e pela Associação “Corações com Coroa”, no âmbito do Co-lab WALK MY CITY FREE.

Sónia Lavadinho, antropóloga e geógrafa, especialista em intervenções de re-desenho urbano para a caminhabilidade, líder através da empresa BFLUID que fundou, de planos de reconversão em cidades como Paris ou Buenos Aires, explicou que a ambição é a de “criar mais espaços para as pessoas estarem umas com as outras”, através da recuperação de alguns dos espaços agora ocupados pela circulação de automóveis”. Especificou: “É muito bom se conseguirmos ganhar 20 ou 30% da cidade para esse espaço relacional onde as pessoas podem estar com satisfação”. Defendeu o conceito de “segunda pele nas cidades”, com a criação desses espaços caminháveis, tranquilizados, desejavelmente ligados uns aos outros, com as ruas transformadas em ruas-praças, bem equipada”. Lavadinho também defendeu, em especial para cidades da Europa do sul, cada vez mais expostas ao calor, o desenvolvimento de um programa de “noites frescas” que estimule toda a população para desfrutar do espaço público.

Nesta primeira conversa/debate do ciclo Cidade que Abraça, com moderação de Catarina Furtado, para além de Sónia Lavadinho, participaram Fernando Medina, presidente da Câmara de Lisboa, Mariana Marmelada, mestranda em arquitetura e ativista da sustentabilidade social, e Raúl Antunes, investigador do Centro de Investigação em Qualidade de Vida e professor no Politécnico de Leiria, com especialização em atividade física.

(C) Luis Filipe Catarino / CML

Fernando Medina juntou-se às ideias expostas por Sónia Lavadinho e expôs a “mudança de paradigma” que defende na vida da cidade. Considera essencial a viragem para “habitação acessível”, de modo a que mais pessoas possam viver no centro da cidade em vez de nas periferias. Explicou a importância de ampliação do “pavimento confortável”, designadamente nos bairros, a substituir em alguns espaços a tradicional calçada portuguesa, de modo a que todas as pessoas possam com grande confiança caminhar e desfrutar o espaço público.

Mariana Marmelada defendeu parcerias cada vez mais fortes entre as autarquias, as universidades e, sobretudo, os cidadãos. Propôs o método de consulta frequente às populações.

Raúl Antunes insistiu que não basta criar espaços para as pessoas, “é preciso mostrar às pessoas que aquele espaço é delas e está à espera delas para desenvolverem ali várias atividades”.

Esta conversa, tal como todas as outras quatro deste ciclo foi transmitida em live streaming e está disponível nas redes do Coletivo Zebra (facebook @Coletivo Zebra, canal Youtube Coletivo Zebra) e da Corações com Coroa (facebook @coracoescomcoroa). Teve mais de 10 mil visionamentos nas primeiras 24 horas.

“Cidade que Abraça”. Live streaming em 8 de setembro 2020.

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